Diamantino Vizeu.


Passaram-se já oito anos daquele 11 de Fevereiro de 2001, em que faleceu o nosso primeiro matador português, Diamantino Vizeu. Esse acontecimento fatídico, tremendamente injusto, pois Vizeu passou a vida a enfrentar a morte nos cornos dos toiros e acabou por perdê-la colhido por um automóvel, aconteceu na Av. de Berna em Lisboa, quando o matador contava com 77 anos. Diamantino Viseu, nasceu em Lisboa a 30 de Julho de 1923 e foi um caso único do toureio em Portugal. Sempre quis ser matador de toiros, apesar de não ter ninguém da sua família ligada à tauromaquia. Viu esse desejo dificultado, pois em Portugal não havia a arte de Matador de toiros e os ganadeiros portugueses também não o ajudaram, nunca lhe cedendo sequer um bezerro para os treinos. Imigrou para Espanha onde o êxito foi imediato, vestindo pela 1ª vez o traje de “luces” na praça de Toledo. A 23 de Março de 1947, na praça de toiros de Barcelona, recebeu a alternativa sendo seu padrinho Pepe Bienvenida. Concebeu um estilo muito próprio e o seu êxito foi tanto que foi convidado para participar como protagonista ao lado de Amália Rodrigues na 1ª longa-metragem produzida a cores em Portugal: “Sangue Toureiro” (1958). Foi grande rival nas arenas de outro matador de toiros português, Manuel dos Santos, curisosamente este também falecera num acidente de viação em 1973 e no dia em que Diamantino Vizeu morreu, Manuel dos Santos se fosse vivo faría 76 anos. Na vida e na morte estiveram os dois ligados. Diamantino Vizeu fez a sua despedida no Campo Pequeno a 24 de Agosto de 1972. Hoje parece apagado da memória de muitos, principalmente daqueles que supostamente deveriam divulgar e promover a festa brava. No entanto que ninguém esqueça que Diamanino Vizeu, não foi um homem qualquer...
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