A Academia Sueca não leu Cláudio Ramos (de certeza).

Foto gamada do blog da Claudette

«Um coração não tem de ser de pedra. Uma pedra não tem que ser uma rocha. Uma rocha não tem que estar na praia. A praia não é só nos dias de sol. O sol não tem que aparecer só no Verão. O Verão não se deveria confundir com a Primavera. A Primavera não devia ser só flores. Uma janela nem sempre substitui uma porta. As portas que se fecham devem voltar a abrir-se uma segunda vez. Nem todos devem ter uma segunda oportunidade. As oportunidades não se encontram. Procuram-se! Nem tudo o que se procura se encontra. Encontramos sempre aquilo que queremos. Quando queremos podemos. Podiamos achar que o amor nem sempre dá em ódio. Que o ódio não é sinónimo de não gostar. Que gostar disto não quer dizer que não se goste daquilo. Que aquilo para nos fazer bem tem que ser bom para ambas as partes. Que ambas as partes só deixam de ter um coração de pedra, quando a água do mar atenuar a dor das rochas. Que os afectos podem ser a espuma do mar e as rochas o orgão vital»

Eu, Cláudio (Ramos)


Estou siderado com este texto todo que é tão denso, tão denso que nem tem parágrafos.

E aquela sublime metáfora da penúltima linha: "quando a água do mar atenuar a dor das rochas" culminando com a chave de ouro que desvenda que "os afectos podem ser a espuma do mar e as rochas o órgão vital"...

Aqui confesso a minha insuficiência, mas não percebi.
Será que o rapaz gosta que o órgão vital seja como a rocha, isto é duro?
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