A má educação


A televisão passa uma "cena" inimaginável há uns anos. Não muitos. Uma aluna de uma escola secundária pública, moça do 9º ano de escolaridade (o antigo 5º ano do liceu), a quem a professora de francês apreendeu o telemóvel, berra com a dita -"dá-me o telemóvel", grunhe a pequena besta - e violenta-a. Está no You Tube. Apenas duas ou três observações. Devia ser proibido - e o PS, na sua esquizofrenia de "esquerda moderna", esquece-se do óbvio para perseguir o que não interessa - assistir a aulas com telemóveis ligados. Ao primeiro toque, o telemóvel deveria voar pela janela e o seu proprietário ser posto na rua. Depois, como no caso visionado, o energúmeno levaria duas competentes bofetadas no focinho só podendo sair da sala com elas bem dadas. Finalmente, e caso tivesse pais ou gente "responsável" pela sua educação, estes seriam informados da expulsão do estúpido monstro ou, no mínimo, da sua suspensão. A escola pública não serve para apascentar porcinos e porcinas. Os professores representam a autoridade e a disciplina dentro da sala de aula. Retirar-lhes estas prerrogativas significa apenas lançar o "futuro" da escola pública pela janela, em vez do telemóvel. Os portugueses não pagam impostos para assistirem bovinamente a cenas destas. O lugar da canalha não é na escola.

Uma pedopsiquiatra veio "explicar" que é preciso "ajudar os jovens", referindo-se àqueles bandalhos que passam por alunos nas escolas públicas. Bandalhos como a menina do liceu do Porto e os pequenos javardos dos seus colegas que, com indisfarçável gozo, filmaram e comentaram a situação. A "menina dos cinco olhos" ou a velhinha régua nunca fizeram mal a ninguém. Muito menos uma bofetada dada a tempo, para parafrasear o Doutor Salazar. O que tem feito mal à educação nos nossos liceus, escolas secundárias e básicas são estes trinta e tal anos de impunidade das "novas psicologias", "metodologias" e "grupos" masturbatórios de "trabalho" para nada. A PSP faria melhor em montar a sua tenda da "escola segura" lá dentro do que andar a passear de carrinho pelas cercanias dos liceus em vão. As escolas, afinal, precisam ser defendidas por "dentro" e contra os seus " utentes", os impropriamente chamados alunos e os seus improváveis "encarregados de educação". Por isso, e neste clima, falar em " estatuto do aluno" deve ser para rir. Não deveria ser, antes, do delinquente? O mesmo se diga de "inquéritos" inúteis quando está tudo explicado há trinta e quatro anos, para não dizer mais. Que má educação. Literalmente.

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