A preto e branco.






A praça de touros de Portalegre, receberá no dia 12 de Setembro, mais uma edição da corrida do programa rádiofónico "3 Tércios", da Rádio Portalegre.

Nesta noite, estarão em praça os cavaleiros João Moura, Sónia Matias e Ana Batista, bem como os forcados Amadores de Portalegre, Alter-do-Chão e Monforte que enfrentarão um curro de touros duma ganadaria ainda por designar.

Relembramos que o programa "3 Tércios", é da responsabilidade de Lourenço Mourato e Hugo Teixeira, e vai para o ar, todos os Domingos, das 22 ás 23 horas, podendo ser ouvido através das frequências de 100.5 ou 104.5 ou então na internet em
www.radioportalegre.pt

Portugueses em ombros em Plasencia.


Realizou-se esta terça-feira à noite, uma corrida de rejoneo na praça de touros de Plasencia (Cáceres), onde actuaram os cavaleiros portugueses Rui Fernandes e João Moura Jr, que saíram em ombros daquela praça.

Numa noite em que se lidaram touros de Benitez Cubero, Rui Fernandes, obteve ovação e duas orelhas, João Moura jr, duas orelhas e orelha e Leonardo Hernandez, duas orelhas e duas orelhas.

Good shit.





Sugestão de férias.

Já sei que é muito em cima, passe a expressão, mas segue uma interessante sugestão:

Trata-se de uma ilha privada, tropical, com excelentes condições atmosféricas, comida de qualidade e belas acompanhantes incluídas no preço. No pacote, passe a expressão, que custa uns meros 3900 USD, estão incluídos o alojamento, a alimentação, massagens, festas, transporte do aeroporto e... companhia feminina. Claro que há outros pacotes, nomeadamente com duas acompanhantes por noite. As jovens são garantidamente simpáticas e generosas...


Espreitem o site aqui.

Será verdade?


Flavio Briatore, chefe da Renault, curte lua-de-mel na Sardenha com esposa 30 anos mais nova.

Ainda dizem que o dinheiro não traz felicidade...


Vidas do Arco da Velha: Gilberto Madaíl.


Homem inteligente, ligado ao desporto, bom orador e respeitado pelas suas gentes. Assim é Franz Beckenbauer. Já Gilberto Madaíl, não é nada disto, e é sobre ele que vou falar. Gilberto Parca Madaíl nasceu a 14 de Dezembro de 1944 na República Democrática do Congo, antigo Zaire. Ele é um dos exemplos que quando um africano entra em Portugal, nem sempre é para trabalhar nas obras e construir uma barraca. No entanto, Madaíl causa mais transtorno a um português que um guineense residente na Cova da Moura a um agente da PSP. Quando se mudou para Portugal, Madaíl vai para a Aveiro e é aí que constrói grande parte da sua vida. Essa passagem, é aliás, bem visível nos traços da sua personalidade, pois desde cedo que o Presidente da Federação se habituou a ser como os ovos: mole. Desde cedo os seus colegas e amigos o alertaram para a necessidade de contrariar as características da sua personalidade, mas ele sempre teve a desculpa perfeita: não é fácil ser-se um duro, quando se tem por nome, Gilberto. A sua ligação ao desporto iniciou-se ainda durante o percurso académico, tendo sido praticante amador de Futebol e Basquetebol na Universidade. Tendo em conta o seu porte atlético diria que essa prática não durou muitos anos, ou que pelo menos no futebol, era certo que ia à baliza. No futebol, iniciou a sua carreira directiva no SC Beira-Mar, e anos depois, a sua passagem pelo clube ainda é visível. Aliás, não deixa de ser espantoso como é que, apesar de tudo, o clube apenas desceu à Segunda Liga. O primeiro cargo que exerceu na Federação Portuguesa de Futebol foi o de Presidente da Mesa da Assembleia Geral. De facto, quem almoça com Gilberto Madaíl afirma que se há cargo que lhe assenta bem, é de Presidente da Mesa. Esse, ou um outro qualquer numa cooperativa vinícola. Durante a sua presidência, a UEFA confiou a Portugal a organização de cinco competições internacionais, onde se destaca o Euro 2004, o Campeonato da Europa Sub-21 de 2006, e o Europeu de Futsal de 2007. Qual o seu mérito no sucesso destas competições, é ainda hoje um segredo mais bem guardado do que os estratagemas que tem com Luís Filipe Vieira. No plano técnico, nunca teve muito jeito para escolher ou avaliar a capacidade dos homens. Não nos podemos esquecer que antes de escolher Scolari para seleccionador, já tinha dado o planeamento da candidatura ao Euro2004 a... Carlos Cruz. É portanto normal, que os seus amigos considerem que “escolher” nunca foi com ele. Prova disso, basta ver o que mensalmente ele faz ao cabelo. Em meados dos anos 90, chegou a ser considerado como uma das hipóteses para a cara da L’Oreal, numa campanha que visava vender tintas para o cabelo indicadas para travestis. Recusou, por não ser essa a marca que usava. No plano internacional, Gilberto Madaíl considera-se uma figura incontornável nos principais organismos reguladores do Futebol Mundial, FIFA e UEFA. Para muitos dos directores desses organismos Madaíl faz o mesmo efeito lá, que o José Freixo nas manhãs da SIC. Anima os saloios e não levanta ondas.

Alcácer Quibir, 4 de Agosto de 1578.


Alcácer Quibir é para os portugueses, o acontecimento que simboliza o desastre supremo que conduziu o país para o inevitável e indesejado desaparecimento como entidade independente. Numa história quase milenar, a batalha é ainda nos nossos dias, um marco que concita o interesse e estudo da época em que se travou e consequentemente, suscita paixões, alimenta rivalidades anacrónicas e é seguro manancial de ingressos para os editores que publicam obras a ela dedicadas.

O que parece ser claro para todos, consiste no facto de a partir de 4 de Agosto de 1578, Portugal ter dado por finda a tentativa de penetração no reino xerifino, desistindo de um hipotético Algarve de Além Mar que engrandeceria o reino e a Cristandade. Ceuta, Tânger ou Mazagão, permaneceriam durante algum tempo como possessões da coroa portuguesa, mas sem a verdadeira expressão de polos dinamizadores de testas de ponte para futuras expedições de conquista e ocupação de Marrocos.

Um dos aspectos geralmente menosprezado por muitos, é a não exclusividade do ímpeto expansionista português naquelas paragens, pois anteriormente, o avô do rei D. Sebastião - Carlos V do Sacro-Império e I de Espanha -, ter organizado expedições às principais cidades portuárias do norte de África, onde a epopeia da campanha de Tunes - na qual os portugueses participaram de forma ostensiva -, preencheu o imaginário de uma importante camada da população da Europa que nesse momento estava directamente ameaçada pelo avanço terrestre otomano em direcção às planícies da Hungria e no mar, às Colunas de Hércules, a porta do Atlântico. A fervilhante actividade da pirataria barbaresca que mantinha laços de vassalagem com o sultão de Istambul, perturbava a segurança do comércio que se alargara a todos os oceanos do planeta, mercê da inauguração da época das grandes descobertas portuguesas - e mais tarde espanholas -, da alvorada do século XV. A insegurança das rotas marítimas mediterrânicas, ocasionará a progressiva transferência das praças comerciais e financeiras para a orla do Atlântico, onde Lisboa e as cidades da Hansa e das imediações do Canal da Mancha, substituem os ameaçados empório italianos de Veneza, e Florença, já em lento mas irreversível declínio. Os reinos cristãos, onde o Império vivia a hora da união pessoal com a Espanha recentemente unificada por Fernando e Isabel - os Reis Católicos -, reagem na medida das possibilidades oferecidas pelos hiatos que ocorrem episodicamente entre uma ou outra guerra com a França que se expande em direcção ao Reno, ou por provisórias tréguas entre as potências cristãs que encontram na Reforma, um novo pretexto para a luta pelo engrandecimento territorial, firmar de independências relativas à vaga suserania do imperador e consolidação do poder e das finanças dos príncipes da Era Moderna. A Santa Liga que vence em Lepanto, insere-se nesta tentativa de contenção da invasão turca e muçulmana do Ocidente e na liquidação do despontar de uma talassocracia mediterrânica que conduziria a um novo e prolongado período de fecho do Mediterrâneo à livre navegação e progresso mercantil que décadas antes, despoletara a riqueza na península itálica, irradiando o experimentalismo, a nova arte da Renascença e as inéditas concepções de organização dos Estados, para toda a Europa ocidental e do norte.

Paralelamente ao nascer desse mundo novo que conhecia novos continentes, navegava em novos oceanos e via estrelas até então ignoradas, continua a persistir o espírito cavaleiresco de antanho, onde a honra, a glória que se encontrava na rija e leal peleja entre iguais, mitigava a rudeza do som do metal das moedas que eram agora o centro das atenções de todos os agentes políticos que conformavam e confirmavam a vertiginosa ascensão de uma burguesia enriquecida que almeja exercer directamente o poder do Estado, ligando-se à velha nobreza da terra, da vida militar e do funcionalismo do Paço. Em pleno século XVI, veremos Francisco I de França e Henrique VIII de Inglaterra no campo de justas do Drap d'Or, onde alianças de ocasião se gizavam, tendo como pano de fundo o cumprimento do ideal de cavalaria dos seus maiores. É a época das espectaculares armaduras alemãs, executadas por artesãos que a pretexto das necessidades de protecção militar, exaltavam o príncipe à semelhança dos deuses pagãos da desaparecida Roma imperial e pré-constantiniana. Assim, as encomendas a armeiros como Seusenhofer de Insbruque, Kunz Lochner de Nuremberga ou Anton Peffenhauser de Augsburgo, evidenciavam o esplendor do reencontro do luxo que prestigiava Estados e príncipes, numa silenciosa procura da proeminência. Aliás, D. Sebastião usou uma rutilante armadura cerimonial de Peffenhauser - presente hoje na coleção da Real Armeria de Madrid -, profusamente decorada com motivos alegóricos e até pouco consentâneos com a figura do monarca paladino da Cristandade (ver imagem alusiva a este texto).
Este revivalismo medievalesco tem sido uma constante nas nossas sociedades, pois reemerge periodicamente, adaptando-se ao gosto de um dado momento histórico e social e em conformidade com o rescaldo de turbulentas épocas de profundas e revolucionárias mutações políticas, sociais e económicas. Assim, em pleno século XIX da Revolução Industrial, assistimos à construção de novas catedrais ao gosto gótico e mesmo em Portugal, a influência do rei romântico Fernando II de Saxe-Coburgo-Gotha, vinca entre nós o pendor medievalizante que Herculano também exaltara - e por vezes abusivamente interpretara - nas letras. Nos anos trinta do século passado, a Europa viveu um conturbado período de reordenamento das hegemonias e na Alemanha, surgem movimentos onde o ocultismo se conjuga com o apelo aos grandes mitos pré-cristãos. O próprio lugar-tenente de Hitler, o chefe da Ordem Negra, Heinrich Himmler, patrocina e fianancia a demanda de um nebuloso passado perdido e reconstitui a Távola Redonda, agora imbuída do espírito rácico e secretista do nacional-socialismo. Uma grande mesa num reconstruído castelo ao gosto da "época das trevas", um complexo cerimonial iniciático e a Nova Bíblia do Reich, o Mein Kampf, consagram este assumido desejo de regresso ao passado de uma considerada perdida Idade do Ouro que regressaria como obra do ferro e do sangue dos puros e novéis Cavaleiros Tetónicos, agora montados em corcéis de aço e com as lanças substituídas por canhões.

A batalha de Alcácer Quibir pode também ser considerada, como a primeira tentativa consistente de modificação do eixo de intervenção portuguesa na geopolítica mundial, num momento em que despontam potenciais rivais ao predomínio luso-espanhol das grandes rotas de comércio marítimo. O comércio oriental triangular, as grandes distancias a percorrer por frotas que enfrentam todo o tipo de mortais perigos e finalmente, os escassos recursos demográficos de um reino que não podia almejar a uma conquista territorial no subcontinente indiano, ou mais para leste, no Império do Meio, consistiram em factores não negligenciáveis para a viragem nas prioridades portuguesas, onde o Brasil, pelo seu gigantismo e já suspeitado potencial como base de fixação de gentes geradoras de riqueza, carecia de uma decidida política de ocupação da costa e do reconhecimento do hinterland. Paralelamente, as necessidades da navegação e o comércio africano, impunham a manutenção dos entrepostos que desde as portas do Mediterrâneo - Tânger e Ceuta -, até S. Paulo de Luanda, pontilhavam toda a costa ocidental do continente negro, fazendo do Atlântico Sul, um lago português durante as derradeiras décadas de quinhentos. À época, já há muito eclodira a revolta holandesa contra o domínio espanhol e a aliança das potências do norte protestante - Inglaterra, Países Baixos e mais para leste, a Dinamarca e a Suécia -, podia num futuro não muito longínquo, ameaçar o monopólio ibérico das riquezas propiciadas pelos novos mundos recém-descobertos ou conquistados. Na opinião de alguns historiadores e economistas, Marrocos surge também como um fértil terreno propício ao fornecimento das necessidades cerealíferas de Portugal e até, do conjunto peninsular, mas o aspecto estratégico-militar deverá ser considerado como a razão primeira da passagem a África, há muito anunciada desde os tempos de D. Manuel I e de D. João III.

A personalidade do rei é um vasto campo de suposições muitas das vezes em absoluta e mútua dissonância. A sua educação e o importantíssimo legado cultural e espiritual do passado da sua grei, davam-lhe o pretexto ideológico para a decidida intervenção em Marrocos, no preciso momento da grande viragem e deslocação da política portuguesa - até aí centrada no Índico e Pacífico Ocidental - para o Atlântico.

É este o verdadeiro contexto a considerar para o apuramento das causas de Alcácer Quibir e das incógnitas inerentes, que para um mero exercício de história comparada, possamos hoje estudar. Se a batalha conduziu a uma momentânea perda da independência nacional - aliás mitigada pela existência de jure de uma Monarquia Dual, historicamente apanágio da Casa de Áustria -, marcou também o progressivo apagar dos fumos de incensos e perfumes indianos, substituídos pelas novas preciosidades da economia Moderna, como o açúcar, as madeiras e os metais do verdadeiro El Dorado lusitano, o Brasil.

A batalha como episódio militar, continuará a suscitar ao longo dos séculos, a controvérsia própria dos grandes acontecimentos. Se foi mal conduzida e organizada, se obedeceu a uma errónea desadequação do planeamento e movimento militar num ambiente hostil e de clima e topografia adversos, isso é o objecto reservado à especialidade das academias castrenses, pois os seus pressupostos são ainda hoje repetíveis por animosos e talvez bem intencionados novos cavaleiros. Mas isso é outra história.

ASAE versão eleitoral.


Sem qualquer dúvida as coisas estão a mudar, já se sente a aragem da nova estação, o Inverno está a terminar começa a chegar a estação das eleições, onde tudo muda, tudo são flores, sorrisos e facilidades… Agora até a famigerada ASAE teve que ser amansada, já que o eleitoralismo governamental se estava ou podia ressentir e com isso não se brinca. Os motivos são claros, mas os caminhos ínvios, ou seja, alegam-se todos os pretextos, e mais alguns, para acabar com a óbvia prepotência com que a despótica maioria implementou… Agora, já se vê lá ao fundo as eleições, já se começa a permitir tudo, excepto perder votos…Mas o português, crédulo e esquecido, acredita e aceita tudo sem reparar nas verdadeiras razões que estão por detrás destas medidas... Viva a pategice...
porquemedizem.blogspot.com

Rebolar pela relva.