Os Neocon.


Segundo o Público, «a organização da marcha [gay pride "à portuguesa" que costuma juntar umas centenas de "activistas" e de compagnons de route "correctos" em concorrência com os "arraiais populares"] não se fez sem alguma controvérsia. A adesão ao desfile do recente grupo Poliamor - que defende o direito a formas diversificadas de relacionamento, incluindo as não monogâmicas, desde que assentes no respeito e na sinceridade - não foi bem acolhida por todos, revelando algum conservadorismo de um movimento que combate a discriminação.» Quem diria. Esta maricagem associativa mistura pseudo-intelectuais "chiques" com o "Lumpen" dos subúrbios. Ao pretender institucionalizar, impor e "folclorizar" relações que não possuem a menor relevância social ou cósmica, como são as que ocorrem entre "samesexers" ou outras quaisquer, emerge apenas como uma ridícula caricatura. E é, afinal, um produto neocon. Con de parvos, naturalmente.

Em defesa do touro bravo.


Como toda a gente sabe, o único e verdadeiro valor genuinamente civilizacional que hoje nos rege é a hipocrisia. E é precisamente em nome da hipocrisia que os (putativos) defensores dos direitos dos animais defendem o fim das touradas e dos touros de morte. Porque se os (putativos) defensores dos direitos dos animais se preocupassem efectivamente com o sofrimento dos animais, deviam preocupar-se com os bois e não com os touros.

Com efeito, em três ou quatro anos de vida do touro, este apenas sofre cerca de 30 minutos, o tempo que dura a lide. O resto do tempo, não há animal que viva junto do homem que tenha vida que se lhe compare. Vive em liberdade, em estado selvagem, inteiro.
Por seu lado, a vida do boi é feita de sofrimento desde que nasce até que morre: capado, amarrado a uma manjedoira quase sem espaço para se mexer, engordado a toque de farinhas e hormonas, para morrer ao fim de 6 meses num matadouro qualquer e sabe-se lá como. É uma vida triste, curta e sem o mínimo de dignidade.

Mas isso não preocupa, obviamente, os tais (putativos) defensores dos direitos dos animais. Na verdade, pouco lhes interessa que a vida do touro seja muito mais longa, saudável e alegre do que a do boi. Porque o que, na realidade, os preocupa não é o sofrimento dos animais, designadamente, do touro, mas (suprema hipocrisia) o facto de os verem sofrer. E como o que aparece na televisão são os 30 minutos da lide...

Ora, os defensores dos direitos dos animais fariam melhor em preocupar-se com os valores civilizacionais que transformaram a vida de certos animais domésticos num espectáculo verdadeiramente degradante do que com as touradas que enobrecem e perpetuam a vida dos touros bravos, proporcionando-lhes uma vida de fazer inveja à dos seus primos bois.Acresce que, se é certo que a tourada é um espectáculo medieval, também é bom não esquecer que, nessa época, a sociedade se regia por valores bem diferentes dos de hoje, designadamente, a honra. Isto só para concluir que nem tudo o que é medieval é forçosamente negativo.Além disso, o fim das touradas significaria, pura e simplesmente, o fim dos touros bravos. E tal como as reservas naturais são o garante da sobrevivência de muitas espécies animais, também as touradas são o único garante da perpetuação da raça dos touros bravos. Não existe um único país que seja criador de touros bravos em que o destino destes não seja as touradas.

É óbvio que todos aqueles que clamam pelo fim das touradas têm a perfeita consciência de que, no dia em que isso suceder, os touros bravos têm os dias contados. Mas a sua extinção tão pouco os preocupa. Antes pelo contrário, desejam-na ardentemente. Só que, depois, não se percebe muito bem por que razão fazem tanto alarido com a extinção de outras espécies que só conhecem da televisão. Ou seja, à boa maneira portuguesa, choram pela extinção de espécies que nunca viram, enquanto contribuem decisivamente para a extinção daquela que têm ao pé da porta.

As cuequinhas das gajas.


Sou fervoroso adepto desta nova moda de as gajas exibirem publicamente a sua roupa interior. Especificamente as cuequinhas! Não que as cuecas sejam o melhor das mulheres, mesmo andando lá perto, mas a melhor forma de compreender a mulher consiste em analisar a sua lingerie. Pela cuidada análise da cueca, descobrimos tudo o que precisamos de saber sobre as características íntimas de cada mulher! E passo a desenvolver…

Se a dita está imaculadamente limpa e cuidada, significa que é uma mulher a evitar: com toda a certeza paranóica por limpezas, demoníaca controladora, que fará do meu amigo leitor num mísero caniche para se submeter aos tortuosos caprichos dela. E ainda por cima, frígida, certamente.

As adeptas do fio dental, não aconselho! Vestir cueca fio dental significa pretensiosismo, uma desesperada tentativa de modernidade, uma atormentada forma de gritar uma sensualidade que não têm. Por fim, este é um tipo de mulher mesquinha: apenas compram aquelas cuecas porque pensam que são as mais baratas! É o tipo de gaja, que passado um mês de relação, vai roubar laranjas ao quintal da sogra para lhe oferecer um sumo de fruta!

As mulheres de cueca de renda, são vis! Pretensamente beatas, apologistas dos valores sagrados da família, simulam um recato sagrado, escondendo a intimidade em cuidadas rendas, quando no fundo todos sabemos que se deliciam com o sado-masoquismo! Não é mulher para casar: ao terceiro mês de relação, apanha o meu amigo desprevenido, amarra-o a uma cama, venda-lhe dois dos olhos e faz-lhe coisas estranhíssimas no terceiro!

Poderá o meu bom leitor estar convencido que a mulher ideal veste-se com cuecas de gola alta, compradas pela avozinha nos mercados. Pura ilusão! Este deve ser o género mais perigoso: a tipa que veste estas cuecas é ressabiada, apenas as usa para impressionar a família, dissimulando um enorme recalcamento: nos seus mais íntimos sonhos, suspira para assassinar toda a família, sufocando-os com as cuecas. E depois furar-lhes os olhos!

E o que dizer daquelas que usam cuequitas com bonequinhos, todos lindos e melosos? Fuja, bom leitor, fuja! Esse género de gaja ficciona uma ternura infantil, mima-nos com detalhe e deleite para, quando estamos completamente enamorados, revelar o que há de mais negro em si, uma insaciável predadora sexual, que olha para si como se fosse apenas um pénis-andante. Mais. Quando depois de o meu amigo coitar cinco ininterruptas vezes, se negar a sexta, é bem provável que ela lhe ceife o pito para alimentar os patos do jardim!

A mulher ideal para constituir família é a que não usa cuecas. É uma mulher determinada, transparente, que não se esconde nem dissimula em centímetros de tecido, que tem a coragem de se assumir como é, sem procurar subterfúgios. A mulher que anda sem cuecas, especialmente aquelas que não perdem tempo a depilar-se, exibindo ao mundo os cabelos que o Senhor lhes deu, é aquela que mais se aproxima da perfeição!

Se o meu bom leitor tem dúvidas, siga o meu repto: pense numa mulher de cueca fio dental, outra com cueca gola alta, outra de cuecas de renda, outra com bonecos, uma com as mais imaculadas cuecas que viu e, finalmente, uma sem cuecas! Imaginou-as? Diga… qual prefere?

Jackpot.


O reformado de 84 anos que na passada semana ganhou 400 mil euros numa máquina de slots do Casino Estoril, continua sem saber o que fazer ao dinheiro. O idoso, quando questionado se ainda esperava que o dinheiro lhe abrisse muitas portas, declarou que na idade dele, o dinheiro já não serve para abrir portas, mas sim pernas.

San Fermin 2008




5 de Julho - Novilhos de Miranda de Pericalvo para terna a designar.
6 de Julho - Touros Bohórquez para João Moura, Pablo Hermozo de Mendonza e Sérgio Galán.
7 de Julho - Touros Conde de La Corte para Miguel Abellán, Francisco Marco e Serafin Marín.
8 de Julho - Touros Cebada Gago para Diego Urdiales, Sanches Vara e Luis Bolívar.
9 de Julho - Touros Fuente Ymbro para El Cid, Sebastien Castella e Miguel Angel Perera.
10 de Julho - Touros Ventorrillo para António Ferrera, Juan Bautista e Salvador Cortés.
11 de Julho - Touros Jandilla para Pepín Líria, El Cid e El Fandi.
12 de Julho - Touros Dolores Aguirre para Uceda Leal, Salvador Cortés e Joselillo.
13 de Julho - Touros Miura para El Fundi, Padilla e Rafael Rubio.
14 de Julho - Touros Miura para Enrique Ponce, El Juli e Manzanares.

A ofensiva anti-tradição.


Nas últimas décadas o mundo tem assistido a mudanças vertiginosas, que se sucedem a um ritmo nunca visto e que afectam profundamente a forma como vivemos e a maneira como nos encaramos a nós próprios. Essas mudanças trouxeram-nos, em muitos casos, mais comodidade, mais segurança e mais tempo de vida. Contudo, será que nos trouxeram um aumento proporcional de felicidade? É legítimo que se tenham dúvidas.

Não vemos qualquer incompatibilidade entre tradição e modernidade. Antes pelo contrário, parece fundamental que saibamos viver em harmonia com ambas. Afinal, como em tudo aliás, o que parece essencial é haver bom senso e essa prudência de que falavam já os antigos. O que era importante é que a classe política não olhasse só para o seu umbigo e que fosse capaz de ver aquilo que as populações realmente querem. No entanto, os nossos políticos, formados na escola da partidocracia, afastados das populações que os elegeram e que deveriam servir, sentem-se acima dessas realidades mesquinhas, são gente moderna que tem preocupações mais elevadas, que o povo não compreende. Gente dinâmica que gosta de rupturas e que advoga a mudança pela mudança. Basicamente, uns modernaços avessos a coisas velhas como as tradições, os costumes e a moral, obstáculos todos eles à sua sacrossanta liberdade de acção. Assim, as Leis são óptimas para serem contornadas, os costumes são coisas do passado e a moral é algo de muito aborrecido e ultrapassado que se deve deixar para trás. A tradição, enfim, a tradição já não é o que era…

Esta gente − políticos, intelectuais e ditadores do politicamente correcto −, que se considera detentora da cultura, esquece depressa que esta, como a definiu magistralmente Konrad Lorenz, “é uma tradição cumulativa”. Não permite rupturas e o repúdio dos princípios que estiveram na base da constituição de uma determinada comunidade. No entanto, essa gente, tão culta, acha que é preciso estar sempre a fazer história e a reescrevê-la de acordo com a sua visão própria das coisas. Daí as demonizações a que assistimos e o branqueamento de tantos facínoras progressistas (veja-se, acima de todos, o caso de Che Guevara).

É precisamente a tradição, aliada com a modernidade, que faz o mundo avançar. Talvez não permita que avance à velocidade que alguns modernistas, sempre prontos a subverter as instituições, gostariam que avançasse, mas permite certamente que o mundo evolua de forma saudável, num ritmo que tenha em conta o querer das populações e a vontade das elites.

A forma como actualmente se está a procurar subverter as instituições tradicionais, nomeadamente a Família, célula basilar das nossas sociedades, ameaça destruir tudo aquilo em que acreditamos. Trata-se verdadeiramente de um regresso à barbárie, de um esquecimento de todas as conquistas da civilização. É importante que, cada vez mais, nos unamos para fazer face a esta avançada das forças “progressistas” que só poderão conduzir ao caos.

Eco-alarmismo.


Por este andar, ainda vamos voltar a ver revistas como a Time a alertar para a possibilidade de uma nova era glacial e assistir a uma nova inversão do histerismo eco-alarmista: Afinal não aquece, mas arrefece!


A Terra está a deixar de ser aquecida pelo Sol e a intensidade da radiação solar atingirá o seu mínimo em 2041, considera Khabibullo Abdussamatov, chefe do Laboratório de Estudos Espaciais do Observatório Astronómico Principal da Academia das Ciências da Rússia.Numa entrevista à agência RIA Novosti, o cientista russo defende que isso será a causa de um profundo arrefecimento na Terra.Abdussamatov sustenta que o nosso planeta atingiu o ponto mais alto do seu aquecimento entre 1998 e 2005, provocado principalmente por um longo aumento e um nível extremamente alto da intensidade da radiação solar durante praticamente todo o séc. XX. Presentemente, a intensidade do calor solar está a diminuir e atingirá o seu mínimo em 2041. Porém, devido à inércia térmica do Oceano Mundial, o cientista calcula que o ponto mais alto do arrefecimento global ocorrerá entre 2050 e 2060.
(…)
Khabibullo Abdussamatov considera que o “efeito de estufa” antropogéneo não travará o resfriamento global, sublinhando que o nosso planeta já sofreu várias vezes arrefecimentos e resfriamentos cíclicos, ainda antes da influência industrial sobre a natureza.

Eles andam aí...

Ao que parece, os agricultores espanhóis estão satisfeitos com as culturas transgénicas. As televisões espanholas e a guardia civil já foram avisadas de alguma excursão desta gente?

Adoro animais, eles são deliciosos.

Ms Simpson was singled out for ridicule after she was spotted wearing a T-shirt bearing the slogan “Real Girls Eat Meat”, believed to be a light-hearted dig at her boyfriend Tony Romo’s vegetarian ex-girlfriend, Carrie Underwood.

Alistair Currie, a spokesman for Peta, said: “Jessica Simpson might have a right to wear what she wants, but she doesn’t have a right to eat what she wants – eating meat is about suffering and death. Some people feel like they are standing up against a tide of political correctness when they make a statement like this – what she is really doing is standing up for the status quo.”

Fruta da época.

Correm boatos de que ali para os lados da mítica EN125, uma espécie de Route 66 portuguesa embora talvez com maior incidência da língua inglesa nas áreas de serviço, a comercialização da fruta da época não está fácil daí que se recorra cada vez mais a arrojadas tácticas de marketing para promover, por exemplo, o melão, uma fruta nitidamente em crise desde que os espanhóis decidiram invadir o nosso mercado. Creio até que, desde que o jogador Calado tomou posição pública, ao manifestar a sua preferência pelo Melão português, que o sector está em declínio.
Nesta foto chamo a atenção para o cunho tradicional que é dado ao ponto de venda: a balança clássica com a panóplia de pesos, as frutas harmoniosamente dispostas sobre um belo ladrilhado, a cadeirinha a dar uma perspectiva mais intimista e familiar e a componente natureza traduzida na presença do verde lá atrás.

Aqui num plano mais alargado, podemos ver que realmente a fruta apresenta um bom aspecto, sobretudo a melancia. Lá atrás, temos uma perspectiva mais completa do verde (componente natureza). Contudo, a maior surpresa é perceber que o comerciante possui também a típica "Merenda tuga" na parte traseira do camião.

Finalmente, e porque de vender é que se está aqui a falar, nada melhor que uma cena que quase parece uma expressão de romantismo, na qual o comerciante discute o preço da fruta com o cliente. Chamo a atenção para o ar sério e profissional que o comerciante consegue empregar no seu acto laboral.


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