Bruna Real.

Se o ensino tivesse mais professoras destas, certamente não havia tanto abandono escolar.

Primeiro troféu da Isidrada.

Tributo.

A esquerda caviar do Anacleto.

O Bloco de Esquerda gosta de trazer para a política os seus fetiches.
Lembro-me de, no já distante ano de 2002, a então ainda inexperiente Ana Drago dar de força (como diriam os fedorentos gatos…) em Durão Barroso quando o acusou, olhos nos olhos, de liderar um governo “docemente submisso” aos Estados Unidos da América.
Agora, como o Pedro já aqui realçou, foi a vez de Francisco Louçã atirar que José Sócrates, “de intervenção em intervenção, vai ficando um pouco mais manso…”
Depois de ‘submissos’ e ‘mansos’, de que outros sound bites sado-maso se lembrarão os nossos excitados trotsquistas ainda de expelir para a praça pública, com o óbvio intuito de flertar o sempre volúvel vulgo?
Mas o problema está também na trela que se dá às bocas berloquistas.
Há uns anos, Barroso reagiu à domina Drago com um sorriso. E esta, pareceu que ruborizou, não sei se por volúpia ou vergonha…
Ontem, Sócrates recusou a docilidade que Louçã lascivamente (a julgar pelo seu sorriso) se permitiu atribuir-lhe, não com elevação ou indiferença, mas antes com a sua proverbial falta de nível: ‘mansa’ ‘tua’, ‘tia’, ‘pá’, ‘porreiro’, é este o vocabulário natural do actual primeiro-ministro.

Sporting: Três considerações.

Carlos Carvalhal é um treinador mediano. Naturalmente, um treinador mediano produz resultados medianos – seria surpreendente se assim não fosse. Tendo assumido a liderança da equipa há 16 jornadas, ganhou metade dos jogos, perdeu cinco e empatou três. Ou seja, nestas últimas 16 jornadas, o Sporting tem precisamente o mesmo registo de vitórias, empates e derrotas que o V. Guimarães. Isto leva-me a várias considerações:

(1) A contratação de Carvalhal é, desde o primeiro minuto, inexplicável. Uma Direcção que se afirma de carácter vencedor não pode contratar um treinador de terceira linha e esperar que ele apresente resultados num clube (que se quer) de topo. Por isso, a Direcção do Sporting é a única responsável da mediana que nos atingiu, e não pode tecer uma única crítica a Carvalhal: ele fez o que se sabia que conseguia fazer – o pobre coitado até se esforça, mas não dá mais que aquilo.
(2) Eu ainda entendo que Carvalhal, como treinador mediano que é, julgue que fez um bom trabalho. O que eu não consigo entender é como é que há sócios do Sporting que querem que ele fique mais uma época. Expliquem-me, por favor, excluída a piedade, qual é o vosso critério de selecção.
(3) O mais inquietante: já não se sabe ao certo quais as metas desportivas do clube. Com uma Direcção que contrata treinadores medianos, com directores desportivos inexperientes e incapazes, e com adeptos que consideram que ganhar metade dos jogos é positivo, o Sporting já parece partir do pressuposto que o 4º lugar na classificação é aceitável. Assim não dá.

Uma aventura na escola.

No âmbito de mais um remendo curricular no Ensino, a nossa excelsa ministra da educação sugeriu há dias, por causa do elevado número de disciplinas no terceiro ciclo (7º, 8º e 9º anos), a luminosa ideia de passar as de História ou Geografia para cadeiras semestrais “ou então mantê-las anuais” - sic. Melhor do que esta espantosa “não ideia” talvez seja a minha sugestão: acabe-se mas é de vez com o ensino de História a menores de dezoito anos. A começar na primária, esta matéria é tratada como um instrumento de propaganda para catequizar as sugestionáveis criancinhas, uma caldeirada de lugares comuns e preconceitos, uma luta de classes simplificada, cheia de vilões e vitimas e um final feliz que canta todos os anos em Outubro e Abril. Tenho para mim que, nestes estouvados tempos que vivemos, a História, como a Educação Sexual, deveria ser matéria exclusiva e higienicamente ministrada em casa, pela família.

Festival taurino em Santo António das Areias.


O empresário Vasco Pombeiro, acaba de anunciar o cartel completo para o tradicional festival taurino de Santo António das Areias, que terá lugar no próximo dia 24 de Abril, pelas 17 horas. Em praça estarão os cavaleiros António Ribeiro Telles, João Paulo, Sónia Matias, Ribeiro Telles Bastos, Duarte Pinto e ainda o amador Rui Guerra, que prestará prova de cavaleiro praticante.
Nas pegas estarão em competição os Amadores de Portalegre, Monforte e Bencatel, que irão disputar o Troféu Casa do Povo. Quanto aos preços para este festival, serão a partir de 10 euros.