Vergonha!


Um dos maiores plantéis do mundo precisou de uma mãozinha para eliminar a Irlanda. Domenech continua a ser o homem errado no lugar errado. Por seu lado, Trapattoni já vira este filme. Em 2002, nessa vergonha colectiva que ficou com o nome de Mundial da Coreia-Japão. Nessa altura era seleccionador da Itália.

You are still my bitch.




A máquina ainda tentou sabotar o operação, obrigando-me a repetir três vezes o processo de obtenção das impressões digitais. Poderia ter sido o poder da sugestão a impedir que a epiderme mantivesse os relevos próprios das pontas dos dedos, mas duvido. Comentei que podíamos ficar por ali, uma vez que não fazia assim tanta questão de dar exemplares de impressões digitais a ninguém (ou, já agora, daquilo que parecia ser um digitalização - mal disfarçada de fotografia - da retina e da íris), mas, aparentemente, não foi muito convincente. Com ajuda de creme hidratante e muita paciência a coisa acabou por funcionar. E ainda tive de pagar no final. É como ser violado por um grupo de bandidos e ainda ter de agradecer quando eles se dão por satisfeitos. E dar-lhes o número de telemóvel para nos ligarem quando lhes apetecer (nesta parte, ao menos, deu para fingir que não tinha).

Trata-se de um pequeno plástico para controlar todos os tratamentos médicos que se recebem, onde se recebem, quem os concede e como o faz. Para saber em que escola se andou, durante quanto tempo se andou e designar para que estabelecimento de ensino se irá a seguir. Quanto se declara em termos fiscais, que tipo de trabalho se tem, e para quem é feito. Que propriedades, veículos e contas bancárias podemos ter em nosso nome. Que tipo de compras tentamos apresentar como deduções e em que quantidades. Quem são os progenitores e quanto devem eles receber por existirmos. Quanto devemos nós receber por termos filhos e a quanto teremos direito quando nos reformarmos. Quanto se deve obrigar o nosso empregador a pagar por nos empregar. Onde moramos, onde nascemos, quando nascemos - e, em conjugação com o cada vez mais idêntico irmão passaporte, por onde andamos e por quanto tempo o fazemos. E porquê. As relações amorosas que temos. Onde e quantas vezes votamos. Em que eleições votamos. Quanto mede a nossa estrutura óssea. Como é a nossa geometria facial, a cor do nosso cabelo, da nossa pele, dos nossos olhos. Como assinamos. Num futuro talvez não muito distante, a
identificação inconfundível do veículo que conduzimos e da sua exacta localização. Para além das retinas, das íris e das impressões digitais, o nosso código genético. E com isso, as nossas doenças congénitas, as nossas propensões para doenças, comportamentos de dependência, tendências sexuais. Potenciais capacidades cognitivas e problemas psiquiátricos. Prováveis traços de personalidade...

Há dias em que é tão bom recordar que vivemos em liberdade e que a
escravatura já foi abolida.

José Grenho na quadrilha de Pablo Hermoso.


Obama Superhero.

Sporting e a pescada de rabo na boca.


O presidente prometeu uma surpresa. Como não adjectivou pode-se dizer que cumpriu. Já não era sem tempo…Uma má surpresa sempre é uma surpresa.

A gestão “política” do dossier “treinador” tem sido um desastre, seguindo, de forma coerente, a linha dos meses que marcam a sua passagem pela cadeira presidencial. Depois do fracasso da contratação de Villas Boas ter agredido mais uma vez o orgulho dos Sportinguistas, o pior que podia acontecer seria ter escolhido para sucessor de Paulo Bento precisamente o treinador que iria substituir Villas Boas na Académica, isto se ele tivesse vindo para o Sporting!

Falhando a contratação do treinador do último classificado, fosse por falta de verba, por manobras de terceiros, por desinteresse do próprio, quem gere o Sporting ficou obrigado a ou a manter Leonel Pontes até ao final da época ou oferecer um nome que pudesse representar esperança e com isso agregar os Sportinguistas em torno dele. Contratando um treinador despedido recentemente por maus resultados, a SAD revela incapacidade para perceber a realidade e com isso estender ao novo técnico um presente envenenado. No fundo, cria à partida as primeiras condições para o fracasso. Pior do que o balneário, a qualidade do plantel e os adversários, Carvalhal não terá direito a estado de graça nas bancadas de Alvalade. Pouco importa protestar contra isto, o Sporting não pode alterar a realidade.

O cenário montado está talhado para falhar. Um presidente enfraquecido, um técnico sem prestígio e sem empatia com a massa associativa que o devia suportar, uma equipa atemorizada pelas suas próprias sombras. E sombra é a palavra adequada quando nos referimos ao que ela nos tem oferecido. O pessimismo instalado e a histeria de algumas reacções, onde estou longe de me rever, ainda fundamentam mais este raciocínio. Carvalhal teria sido uma escolha possível antes de Villas Boas, nunca o contrário. Não perceber isto vai acabar por nos ser fatal.

Não fora estes “pormaiores” e Carvalhal poderia ser ou não um treinador para este momento do Sporting? No passado foi apontado como um dos treinadores portugueses do futuro. O seu trabalho no Leixões e Setúbal revelaram o seu melhor, acumulando no curriculum muitas nebulosas. O que lhe peço é que reconcilie os adeptos com a equipa, a ponha a jogar futebol de forma consistente. E eu acredito que isso é possível, até com Carvalhal. De uma coisa não será acusado: de defraudar as expectativas. No actual contexto, até pode ser o seu único ponto onde se agarrar.

Temo porém que estão criadas as condições para Carvalhal ser, para o Sporting, uma espécie de pescada: antes de ser (despedido) já o era.

Fotos da menina Geysi da UNIBAN.





Na verdade são dois perfis no Orkut, não sei qual deles é o verdadeiro: Profile 01, profile 02

Linda, não é? Desejo boa sorte ao responsável pela edição das imagens da revista Playboy.

Varagate


Se no tempo do Watergate houvesse tantos defensores do segredo de justiça Richard Nixon nunca teria saído do poder.

E agora Anacleto?


(Frei Anacleto no meio da prática de um exorcismo. "Vade retro capital!")

O vereador bloquista eleito, João Pereira, está a ser alvo de queixas-crime no Ministério Público, pelo seu envolvimento na venda de terrenos de familiares, sobre cuja propriedade há suspeitas de terem sido cometidas falsas declarações. Pereira contrapõe dizendo que o querem «calar» e que isto é apenas «política, da pior possível».

E quanto aos processos-crime, diz que ele próprio também fez queixa em tribunal de quem «roubou» a sua família.

O problema é que João Pereira, segundo as informações recolhidas pelo SOL, está há algum tempo referenciado na Polícia Judiciária, tendo já sido investigado por diversos indícios criminais, como falsificação de cheques e burlas.

Além disso, o agora vereador do Bloco foi sócio de uma empresa de construções local, a J.& Valério, que o tribunal declarou insolvente em 2007 e que foi alvo mais de uma dezena de processos. Há três anos, aliás, estava na lista das maiores devedoras ao fisco, publicada pelo Ministério das Finanças.

Apesar de ter poucos eleitos nas autarquias, o Bloco de Esquerda tem tido alguns problemas. O que dirá Francisco Louçã deste seu vereador? O mesmo que disse de outros políticos?







Isabel Alçada eu sei quem tu és!


Quem é Maria Isabel Girão de Melo Veiga Vilar, perguntam vocês? Não sabem mas já a começam a conhecer bem, é a nova Ministra da Educação Isabel Alçada. Temos por isso uma Ministra que governa sob pseudónimo como pode ser comprovado no próprio site do governo. Assim, preserva-se a tal Maria Isabel Girão de Melo Veiga Vilar para futuramente poder ser chamada para Ministra da Agricultura sob o pseudónimo de Isabel Inchada, ou Ministra das Obras públicas como Isabel Alcatroada ou outro Ministério qualquer sob outro pseudónimo qualquer. Assim, na realidade a Ministra não existe porque a Isabel Alçada também não. É uma invenção
Proponho mesmo ao Engenheiro que, quando o seu nome já estiver tão sujo de andar pela lama dos casos de corrupção e das aldrabices em licenciaturas, e não só, assim com pela merda que fez no governo, concorra às eleições como José Platão ou mesmo João Aristóteles. (Não recomendo José Nietzsche, João Kant e Manuel Kierkegaard porque são nomes que não ficam muito bem a um Engenheiro).

No Kaos