José Grenho na quadrilha de Pablo Hermoso.


Obama Superhero.

Sporting e a pescada de rabo na boca.


O presidente prometeu uma surpresa. Como não adjectivou pode-se dizer que cumpriu. Já não era sem tempo…Uma má surpresa sempre é uma surpresa.

A gestão “política” do dossier “treinador” tem sido um desastre, seguindo, de forma coerente, a linha dos meses que marcam a sua passagem pela cadeira presidencial. Depois do fracasso da contratação de Villas Boas ter agredido mais uma vez o orgulho dos Sportinguistas, o pior que podia acontecer seria ter escolhido para sucessor de Paulo Bento precisamente o treinador que iria substituir Villas Boas na Académica, isto se ele tivesse vindo para o Sporting!

Falhando a contratação do treinador do último classificado, fosse por falta de verba, por manobras de terceiros, por desinteresse do próprio, quem gere o Sporting ficou obrigado a ou a manter Leonel Pontes até ao final da época ou oferecer um nome que pudesse representar esperança e com isso agregar os Sportinguistas em torno dele. Contratando um treinador despedido recentemente por maus resultados, a SAD revela incapacidade para perceber a realidade e com isso estender ao novo técnico um presente envenenado. No fundo, cria à partida as primeiras condições para o fracasso. Pior do que o balneário, a qualidade do plantel e os adversários, Carvalhal não terá direito a estado de graça nas bancadas de Alvalade. Pouco importa protestar contra isto, o Sporting não pode alterar a realidade.

O cenário montado está talhado para falhar. Um presidente enfraquecido, um técnico sem prestígio e sem empatia com a massa associativa que o devia suportar, uma equipa atemorizada pelas suas próprias sombras. E sombra é a palavra adequada quando nos referimos ao que ela nos tem oferecido. O pessimismo instalado e a histeria de algumas reacções, onde estou longe de me rever, ainda fundamentam mais este raciocínio. Carvalhal teria sido uma escolha possível antes de Villas Boas, nunca o contrário. Não perceber isto vai acabar por nos ser fatal.

Não fora estes “pormaiores” e Carvalhal poderia ser ou não um treinador para este momento do Sporting? No passado foi apontado como um dos treinadores portugueses do futuro. O seu trabalho no Leixões e Setúbal revelaram o seu melhor, acumulando no curriculum muitas nebulosas. O que lhe peço é que reconcilie os adeptos com a equipa, a ponha a jogar futebol de forma consistente. E eu acredito que isso é possível, até com Carvalhal. De uma coisa não será acusado: de defraudar as expectativas. No actual contexto, até pode ser o seu único ponto onde se agarrar.

Temo porém que estão criadas as condições para Carvalhal ser, para o Sporting, uma espécie de pescada: antes de ser (despedido) já o era.

Fotos da menina Geysi da UNIBAN.





Na verdade são dois perfis no Orkut, não sei qual deles é o verdadeiro: Profile 01, profile 02

Linda, não é? Desejo boa sorte ao responsável pela edição das imagens da revista Playboy.

Varagate


Se no tempo do Watergate houvesse tantos defensores do segredo de justiça Richard Nixon nunca teria saído do poder.

E agora Anacleto?


(Frei Anacleto no meio da prática de um exorcismo. "Vade retro capital!")

O vereador bloquista eleito, João Pereira, está a ser alvo de queixas-crime no Ministério Público, pelo seu envolvimento na venda de terrenos de familiares, sobre cuja propriedade há suspeitas de terem sido cometidas falsas declarações. Pereira contrapõe dizendo que o querem «calar» e que isto é apenas «política, da pior possível».

E quanto aos processos-crime, diz que ele próprio também fez queixa em tribunal de quem «roubou» a sua família.

O problema é que João Pereira, segundo as informações recolhidas pelo SOL, está há algum tempo referenciado na Polícia Judiciária, tendo já sido investigado por diversos indícios criminais, como falsificação de cheques e burlas.

Além disso, o agora vereador do Bloco foi sócio de uma empresa de construções local, a J.& Valério, que o tribunal declarou insolvente em 2007 e que foi alvo mais de uma dezena de processos. Há três anos, aliás, estava na lista das maiores devedoras ao fisco, publicada pelo Ministério das Finanças.

Apesar de ter poucos eleitos nas autarquias, o Bloco de Esquerda tem tido alguns problemas. O que dirá Francisco Louçã deste seu vereador? O mesmo que disse de outros políticos?







Isabel Alçada eu sei quem tu és!


Quem é Maria Isabel Girão de Melo Veiga Vilar, perguntam vocês? Não sabem mas já a começam a conhecer bem, é a nova Ministra da Educação Isabel Alçada. Temos por isso uma Ministra que governa sob pseudónimo como pode ser comprovado no próprio site do governo. Assim, preserva-se a tal Maria Isabel Girão de Melo Veiga Vilar para futuramente poder ser chamada para Ministra da Agricultura sob o pseudónimo de Isabel Inchada, ou Ministra das Obras públicas como Isabel Alcatroada ou outro Ministério qualquer sob outro pseudónimo qualquer. Assim, na realidade a Ministra não existe porque a Isabel Alçada também não. É uma invenção
Proponho mesmo ao Engenheiro que, quando o seu nome já estiver tão sujo de andar pela lama dos casos de corrupção e das aldrabices em licenciaturas, e não só, assim com pela merda que fez no governo, concorra às eleições como José Platão ou mesmo João Aristóteles. (Não recomendo José Nietzsche, João Kant e Manuel Kierkegaard porque são nomes que não ficam muito bem a um Engenheiro).

No Kaos

666

Muro de Berlim.


Dia 9 (segunda-feira), o mundo celebrou a queda do Muro de Berlim, o símbolo mais inequívoco de um universo opressivo, nascido do equilíbrio do terror nuclear entre as duas superpotências que dominaram a geopolítica do pós-guerra. O mundo inteiro? Não. Numa 'aldeia' de irredutíveis comunistas há quem prefira celebrar não o muro caído mas o muro ainda erguido, entre 1961 e 1989, cortando ao meio um país, cortando ao meio uma cidade de onde os próprios habitantes não podiam sair por imposição de uma potência estrangeira - a URSS - que a ocupava militarmente. Este Astérix de sinal contrário, adepto das legiões romanas com sotaque russo, é o Avante! , órgão central do Partido Comunista Português, que em editorial derrama lágrimas pela queda do império soviético, suspirando de nostalgia pela Revolução de Outubro.

"A constituição do primeiro Estado operário; as conquistas civilizacionais – políticas, sociais, económicas e culturais - alcançadas na União Soviética nascida da Revolução de Outubro; o processo de construção do socialismo então iniciado e os seus êxitos; as múltiplas repercussões no mundo de todo esse exaltante processo, dando nova dimensão à luta de libertação nacional dos trabalhadores e dos povos e à luta pela paz – e, com tudo isso e por tudo isso, o papel que a URSS passou a desempenhar à escala planetária, criaram novas e promissoras perspectivas num mundo até então submetido ao domínio absoluto do sistema capitalista, apresentado como uma «inevitabilidade» decorrente de uma «ordem natural das coisas» fabricada pela ideologia dominante à medida dos interesses do grande capital internacional", escreve o Avante!. Como se vivêssemos no mundo pré-1989, antes da queda do comunismo nas capitais do Leste. Como se vivêssemos no mundo pré-1973, antes de Soljenitsine ter feito a minuciosa descrição do universo concentracionário dos gulags na mais emblemática das suas obras. Como se vivêssemos no mundo pré-1956, antes da revelação - pelo próprio secretário-geral do Partido Comunista soviético, Nikita Khrutchov - dos crimes cometidos por Estaline, o czar vermelho desse falso "primeiro Estado operário" que os comunistas ortodoxos portugueses, possuídos de um saudosismo serôdio, agora glorificam.

"A derrota do socialismo, com o desaparecimento da União Soviética e da comunidade socialista do Leste da Europa, constituiu uma tragédia, não apenas para os povos desses países mas para toda a humanidade: com o capitalismo dominante, o mundo é, hoje, menos democrático, menos livre, menos justo, menos fraterno, menos solidário, menos pacífico", refere ainda o editorial do órgão oficial do PCP.

Nem por um momento ocorre ao Avante! reflectir sobre o que levou essas sociedades tão progressistas a implodir estrondosamente e os trabalhadores 'libertados' de Leste a correr rumo à 'opressão' do Ocidente. É que essas sociedades se fundavam numa mentira que o PCP gosta de repetir ainda hoje: não havia Estados-operários mas ditaduras burocráticas, assentes num capitalismo de Estado para o qual cada cidadão era um sujeito destituído de direitos - começando pelos direitos laborais. O próprio direito à greve era severamente reprimido, como experimentaram na pele os operários que se rebelaram em Berlim-Leste (1953) ou na Polónia (1956, 1970, 1981), já para não mencionar a Roménia do camarada Ceaucescu, que mandava construir os seus faustosos palácios com mão-de-obra escrava.

Este era o falso ''paraíso socialista' que terminou em 1989. O mundo ficou mais livre depois da queda do Muro - depois da queda de todos os muros do Báltico ao Adriático. E ficou também mais igualitário e justo. Porque nenhuma liberdade era realmente digna desse nome na Europa quando permitíamos, por acção ou omissão, que metade do continente ainda não tivesse perdido as grilhetas, para usar uma expressão marxista que o Avante! só emprega quando lhe convém. Como se houvesse alguma superioridade moral nas grilhetas comunistas.

Carta aberta a José Sócrates.


Autor: João Miguel Tavares

Excelentíssimo senhor primeiro-ministro: Sensibilizado com o que tudo indica ser mais uma triste confusão envolvendo o senhor e o seu grande amigo Armando Vara, venho desde já solidarizar-me com a sua pessoa, vítima de uma nova e terrível injustiça. Quererem agora pô-lo numa telenovela - perdoe-me o neologismo - digna do horário nobre da TVI é mais um sintoma do atraso a que chegámos e da falta de atenção das pessoas para as palavras que tão sabiamente proferiu aquando do último congresso do PS:”Em democracia, quem governa é quem o povo escolhe, e não um qualquer director de jornal ou uma qualquer estação de televisão.” O senhor acabou de ser reeleito, o tal director de jornal já se foi embora, a referida estação de televisão mudou de gerência, e mesmo assim continuam a importuná-lo. Que vergonha.
Embora no momento em que escrevo estas linhas não sejam ainda claros todos os contornos das suas amigáveis conversas, parece-me desde já evidente que este caso só pode estar baseado num enorme mal-entendido, provocado pelo facto de o senhor ter a infelicidade de estar para as trapalhadas como o pólen para as abelhas - há aí uma química azarada que não se explica. Os meses passam, as legislaturas sucedem-se, os primos revezam-se e o senhor engenheiro continua a ser alvo de campanhas negras, cabalas, urdiduras e toda a espécie de maldades que podem ser orquestradas contra um primeiro-ministro. Nem um mineiro de carvão tem tanto negrume à sua volta. Depois da licenciatura na Independente, depois dos projectos de engenharia da Guarda, depois do apartamento da Rua Braamcamp, depois do processo Cova da Beira, depois do caso Freeport, eis que a “Face Oculta”, essa investigação com nome de bar de alterne, tinha de vir incomodar uma pessoa tão ocupada. Jesus Cristo nas mãos dos romanos foi mais poupado do que o senhor engenheiro tem sido pela joint venture investigação criminal/comunicação social. Uma infâmia.
Mas eu não tenho a menor dúvida, senhor engenheiro, de que vossa excelência é uma pessoa tão impoluta como as águas do Tejo, tirando aquela parte onde desagua o Trancão. E não duvido por um momento que aquilo que mais deseja é o bem do Pais. É isso que Portugal teima em não perceber: quando uma pessoa quer o melhor para o País e está simultaneamente convencida de que ela própria é a melhor coisa que o País tem, é natural que haja um certo entusiasmo na resolução de problemas, incluindo um ou outro que possa sair fora da sua alçada. Desde quando o excesso de voluntarismo é pecado? Mas eu estou consigo, caro senhor engenheiro. E, com alguma sorte, o procurador-geral da República também.
Atentamente, JMT.